PRA QUÊ?


******ATENÇÃO - Este artigo trata de processos artísticos, a partir de uma leitura filosófica. Figuras de Linguagem são usadas. Vocabulário metafórico. FALA NÃO LITERAL. Sempre que ler MORTE, entender SUPERAÇÃO DE FASES NA VIDA. NÃO MATE FISICAMENTE NADA E NEM NINGUÉM.
Se você tem dificuldade de entender e diferenciar os signos presentes numa escrita poética, NÃO CONTINUE. Toma uma água. Tá passando Jornal Nacional.
Obrigado.
  

O Processo Natimorto é Exercício de Re Existência. A partir da Morte e Superação de velhas estruturas sociais, espirituais e existenciais.
Práticas culturais que serviram para domesticar a existência. Escravizar. Amedrontar. Manipular.
Padrões estabelecidos no campo da religião, pela manipulação de teorias da ideia de espiritual, no campo familiar, com o modelo patriarcal de dominação, no campo social, pelos regimes autoritários de governança.
Tudo que visou o domínio do Poder absoluto, para controle de seres humanos, de costumes, de territórios, de riquezas.


O Processo é a Conscientização desses Movimentos Existenciais na História do Humano, para Processar seu desgaste, sua falência e sua morte.
Como está registrado nas diversas Realidades de povos do mundo inteiro. Violentados por séculos, sob o poder desses sistemas assassinos.


Toda Morte é geradora de Vida.
Os Ciclos Orgânicos presentes em milhões de Biomas na Natureza, provam que a Morte é condição Essencial para a geração de outros Corpos e Naturezas. Corpos que se decompõem alimentando outros, e gerando alterações e modificações a cada Ciclo. Um Eterno Processo. Sem jamais se repetir um dia se quer. Mantendo a diversidade e a Vida sempre em estado de novidade, continuação, preservação e beleza.


Corpos e estruturas que se desgastam e morrem no espaço, alimentam e provocam Outras Existências.
Estas, Re Vistas, Re Naturalizadas, e com Outra Organização.


Evidenciar estes Processos de Morte na sociedade contemporânea, Exorcizá los em experiências Ritualísticas, junto de todos os Corpos Participantes, e Descobrir, Juntos, as Outras Possibilidades de Existências, de SobreVivências, de Humanidades e de Expressões.
Tornando Possível Outras estruturas.
E assim, Outros Corpos. Outros Mundos. Outras Existências.


Não é cósmico. Sobrenatural. Metafórico. Fantasioso. Idealista.
É concreto. É Social. É Político. É urbano. É Essencial. Corporal. Real.


Para tornar Consciente a MORTE:

da Religião!
que domina.

da Arte!
que engessa.

do Teatro!
que não respira.

da Família!
que se conserva.

de Deus!
que se vinga.

do Diabo!
que intimida.

do Pecado!
que reprime.

do Sucesso!
que limita.

do Progresso!
que cega.

da Nação!
que invisibiliza.

das Fronteiras!
que separam.

das Classes Sociais!
que delimitam.

dos Gênios!
inventados.

do Consumo!
inútil.

do Pai!
inseguro.

dos Gêneros!
acostumados.

dos Centros!
ilusionistas.

dos Limites!
narrados.

do Sólido!
Montado.

do Dinheiro!
superEstimado.

do Drama!
individualizado.

das Certezas!
assassinas.

dos Fins!
imaginados.

das Paredes!
enfeitadas.

dos Sapatos!
lustrados.

do Tempo Marcado!
idolatrado.

da Ciência!
a serviço do Mercado.

da Tecnologia!
substituta de cérebro e mãos!


Só MORRE o que primeiro VIVE.

Para Matar estes Corpos estruturais, institucionais, ideológicos, imateriais, abstratos ou inventados, é Preciso ter Vivido, e com isso Conflitado, Agonizado dentro deles.

Conhecê-los de Dentro.
Percorrê-los por Dentro.

A Morte consciente destes ou, de Outros Organismos, necessita antes, Vivência.
Mate o que primeiro Vivenciou. E que hoje agonizam dentro de você.

Natimortados. Silenciados. Esvaziados.
E então, Eternizados por qualquer Existência e Beleza ainda não encontrados.


Processai-Vos.


Ah... Processo Natimorto é Para inventar sentido no meio de tantos vazios na vida.
Para seus Atores e para seus EpectAtores.
  

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